quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Minha experiência mais próxima da prostituição

Inesperado, inexplicável! Essas expressões são ainda insuficientes para reproduzir o que me aconteceu no dia 04/11/2010 por volta das 02h45min da madrugada, Brasil. O fato ocorrido me deixou indefeso, estupefato, fazendo com que questione a fina linha tênue entre as possibilidades que nos rondam nessa vida, no meu caso, pacata e rotineira. Relatarei a vocês, leitores/traidores imaginários, este evento incomum da forma mais concisa possível.
Após um dia inteiro de trabalho árduo (sei que você necessita de pessoas que trabalham Brasil, eu o compreendo e colabora, pois como Ronnie Von, sigo no ápice da minha humildade entre a plebe, mas não muito próximo, para demonstrar o quão bom, dócil e esforçado é o humano Compositor de Boleros), resolvi caminhar em direção ao ponto de ônibus mais próximo, prevendo apenas um rápido retorno ao reconfortante e amabilíssimo aconchego do bar. Já que houve trabalho, um cynar é indispensável para revigorar os ânimos de um cidadão comum, que pega ônibus e urina em postes noite à dentro como qualquer pessoa desta terra, acredito que o Brasil concorda com esta necessidade, leitores/traidores imaginários. Ao chegar, algumas pessoas já aguardavam para também usufruir do transporte coletivo, um deles tentou se comunicar “Ê, brô, onde é tua goma? Tô a mó cara no bangüê e nada de buzo, osso ó” (Vale uma nota aqui, sei da dificuldade em entender o dialeto popular nas periferias, vou traduzir, o rapaz disse apenas que aguardava pelo ônibus a bastante tempo e estava impaciente, mas antes, como manda os bons costumes, chamou minha atenção e perguntou de onde sou), atendi prontamente a cortesia e tentativa de comunicação de forma simples e direta, atendendo os mesmos padrões recebidos “hum”. Implacável em sua sutileza, o tempo continuou seu percurso por entre os presentes (mesmo sóbrio, a fluência poética domina o mal que habita meu corpo, Heim, Brasil? Uau!), com a demora, a calma facilmente abandona o estado de espírito momentaneamente eminente (deveria guardar esse trecho para meu próximo livro... tarde de mais) e, obviamente, reagi em explosão de sentimentos sussurrando “Droga”. A demora me motivou a enfrentar meus demônios, logo, resolvi andar até o próximo ponto. Atitude, Brasil, atitude! No caminho, descobri a causa do atraso, um pequeno acidente envolvendo dois carros, ocasionou o desvio da rota de ônibus, limitada devido ao horário, a um caminho alternativo. Ser evoluído que sou, leitores/traidores imaginários, utilizei de técnicas orientais milenares para controlar a minha raiva, moldando-a em criatividade poética “que bosta!”, técnica que exige muito do autocontrole, que exige disciplina, que exige meditação, que exige cynar, lembrem-se disso, lição para vida. O Compositor de Boleros não desanimou e continuou a desbravar as ruas em estado ermo pela madrugada, vencido o obstáculo, um verdadeiro feito, a vitória fincada na calçada me aguardava estática, comemorei o feito “cacete, ó essa caralha de ponto aí, porra”, prontamente pus-me a aguardar (apenas pessoas com pelo menos dois leveis acima da humanidade conhecem e sabem usufruir dignamente da paciência). Alguns minutos se passaram e avistei ao longe uma figura exótica, vestindo shorts de lycra camuflado em amarelo e laranja e top branco, caminhando apressada, olhando para todos os lados e acenando para todos os carros, ela rodopiou e repetiu o movimento pelo menos 19 vezes até chegar onde a luz do Compositor de Boleros brilhava. Ela parou e me estudou por alguns segundos até finalmente dizer “Tu tá esperando a carona para Pinheiros?”, eu “Carona?”, ela “É! Carona, carona!”, hesitei um pouco antes de responder “Tô esperando o ônibus, sabe? Aqueles grandes que levam bastante gente a distintos lugares?”, ela prontamente respondeu “Essa hora não passa mais ônibus, não! Não passa mais ônibus, não! Agora só depois das 5 da manhã! 5 da manhã!”, respirei fundo e usei palavras de sabedoria utilizadas originalmente por monges tibetanos que ecoaram através dos anos até chegarem a este momento “Que merda”. Ela deu de ombros e continuou a acenar para todos os carros e rodopiar até dizer “Tu tem dois reais aí?”, eu “Não tenho grana, desculpe”, ela voltou a me estudar com seu olhar atentamente acelerado e me atingiu com a pergunta “Você faz programa?”, atônito, não soube como responder na hora, sorri, arrumei minhas bolas na calça (muito útil quando não se tem o que dizer, Brasil, inspiração instantânea garantida) antes de dizer inocentemente “Programa? Como assim?” ela “É! Programa, programa!”, eu “Não, anjo, não faço programa”, ela “Ah!”, deliberadamente voltou a seu ritual de acenar e rodopiar até que um taxi parou, ela foi até a porta conversou por um instante com o motorista, fez gestos com a mão entrando e saindo de sua boca, como se segurasse um sorvete de palito e chupasse ininterruptamente, colocando e tirando de sua boca, até finalmente entrar no carro, o qual lentamente rumou ao horizonte até desaparecer...
Pois é, Brasil, o Compositor de Boleros, fino, evoluído, verdadeiro gentleman da classe operária foi confundido com um prostituto, cara da vida, gogo-boy, michê e etc. Não fiquei desapontado, leitores/traidores imaginários, não, não! Muito pelo contrário, me encheu de dúvidas a cena que acabara de acontecer, sondando pensamentos inexplorados até então finalmente me veio à questão que, por medo do novo talvez, não fiz ao folclórico personagem da madrugada que me abordou “Quanto será que eu deveria cobrar?”.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

É o Tchan em Auschwitz



“Pau que nasce torto nunca se endireita, menina que requebra mãe pega na cabeça, VAI!”
Quem não se lembra desse clássico da verdadeira música popular brasileira? Sim, sim! Popular brasileira! Ou melhor “passa negão, passa loirinha, quero ver você passar por debaixo da cordinha, VAI” e também “ula ula de lá tchaaaaan, quebra, quebra daqui, tchaaaaan, o bahiaiaiaaa é o tchan no havai, VAI”, dentre outros grandes sucessos da banda que marcou (e manchou, sabe como é, ?) toda uma geração (perdida de largas) e, ainda hoje, reverbera em festas de casamento (desses mesmos largas) nos salões alugados situados em cima de açougues nas periferias “rala ralando o tchan ae, rala ralando o tchan, VAI”, obviamente isso só indica a longevidade e, porque não, imortalidade deste grupo que, além da contribuir com hits que até hoje estão na boca do povo, Brasil (quer queira ou não) revelou ao mundo o brilhante e inigualável intelecto da grandiosa Carla Perez, além, é claro, da violenta simpatia de Cumpadi Washington, o swingle bufante de Beto Jamaica, o Jacaré à turma do didi e uma infinidade de bailarinas, por ordem do cramulhão nomeadas Sheila (outras também passaram, eu sei, mas não lembro o nome e fiquei com preguiça de pesquisar, mal ae!) que posaram para a playboy, também por ordem do quebra-molas, ganhando um dinheiro considerável apenas para “pegar no bumbum, pegar no compasso, pegar no bumbum, pegar no compasso, VAI”. Chacoalhando a protuberância glútea nos programas dominicais adorados pelo povo (em atual decadência com Celso Portiolli), a fama os alcançou e, tragicamente/injustamente, os abandonou, após uma longa jornada de alegria nas festas no fim da rua do seu bairro.
O Compositor de Boleros e sua infinita benevolência (que palavra linda, uau!), um cara simples que, como bem sabe, Brasil, abomina injustiça, aqueceu o coração com as mãos e dispôs-se a ajudar esse grupo que por tantos anos contribuiu com a alegria da mulecada que adorava ver as menininhas do 3°B reproduzir as coreografias na hora do recreio. Por semanas a fio, o Compositorzinho tramou, arquitetou, bolou, ascendeu, fumou, bebeu e finalizou o que possibilitaria a volta deste petardo aos palcos. Com um breve passeio pela história, resgato uma apresentação memorável da banda, esquecida em VHS na estante, que teve como intenção apenas levar a esperança com carisma e coreografias ousadas à Auschwitz:



Olha um nazista lá tchaaaaaaaan
Foge um judeu aqui tchaaaaaaan
O Bahiaiaiaaaa é o tchan em Auchwitz (Vai mãinha)

Pega um quipá, põe na bundinha
Quero ver você matar uma busanfa judeuzinha, VAI!
Pega um quipá, põe na bundinha
Quero ver você matar, uma busanfa judeuzinha.
Quero ver você matar, uma busanfa judeuzinha, VAI!

Me vêm lágrimas aos olhos ver letra com tamanho cunho social, o nobel da paz é pouco para homenagear essa que pode ser a mensagem de esperança mais importante desde 'fucked with a knife'. Apoio e incentivo a criação do É o Tchan Day, onde todo cidadão poderá usar seus shorts mais apertados e reproduzir todas as coreografias na avenida paulista. Você não pode ficar fora dessa.
Com essa bela homenagem em mais um disparo certeiro na direção do sucesso, Brasil, deixo em boas mãos esse magnífico expoente da música popular Brasileira, as mãos calejadas e cansados do povo e dos leitores/traidores imaginários. É o tchan em Auschwitz não é só uma homenagem, é ação e aventura!



Em breve, CD com os maiores sucesso proporcionado pelo Compositor de Boleros, aguardem! Caso não queriam aguardar não dou a mínima.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Retomada (uma breve introdução do que está por vir)

Com orgasmos múltiplos e espontânea ereção, anuncio a retomada do curso dado pelo santo graal da bondade hostil tão amada por todos que ainda não o conhecem, Compositor de Boleros! Sim, sim, Brasil, cá estou, sóbrio (isso será remediado), um pouco mais magro (isso também será remediado), mas não menos entusiasmado para a segunda fase dos ensinamentos que levarão os leitores/traidores imaginários a lugares inimagináveis por simples seres humanos, não humanos, extra terrenos, indefinidos e outros. Com a ajuda do mestre Ronnie Von (exemplo a ser seguido), cynar, risoles (os meus são de queijo), Bill (eterno), e uma infinidade de personagens a serem apresentados nesta nova fase (você não perde por esperar, Brasil, aguarde e de preferência bebendo uma seleta, meu Deus, como há coisas para mostrar/apresentar/desvendar/dar/roubar/enfatizar/emprestar/consignar, nossa, muita coisa, cacete, vai ser extraordinário, um level acima da humanidade, soberbo, supremo, RÁ!). Além, é claro, dos já clássicos tópicos que compõem este ambiente saudável e amável que luta pelo bem da humanidade e, obviamente, pela paz mundial.
Ao setor competente, deixo algumas metas a serem alcançadas pelo Compositorzinho...

Metas de vida do Compositor de Boleros

-Lista Primária:

1 – Fazer figuração no programa A Praça é Nossa

2 – Trabalhar como animador de auditório em programa dominical

3 – Tirar uma foto com o Wando (cada um segurando uma calcinha)

4 – Gravar uma música com o mestre Ronnie Von

5 – Fazer sexo em um helicóptero, gravar e lançar em VHS

6 – Juntar Chitãozinho & Xororó, Latino, Xuxa, Mara Maravilha, Leo Jaime, Rafael Ilha, Rouge, B'roz, Fat Family, Luka (tô nem aí), Guilherme Arantes, João Penca e seus Miquinhos Amestrados, José Augusto, Gilliard, Pepê e Nenem, Baby Consuelo e filhas de nome impronunciável, Vanusa, Patrícia Marx, Sidney Magal, Luiz Caldas entre outros (só para citar alguns) para gravar uma versão em português do clássico we are the world.

7 – Pornolizar o mundo (apenas para maiores de 18 anos, não me processe, Brasil!)

8 – Urinar em todos os bebedouros no Parque do Ibirapuera, compartilhando minha pureza com seus frequentadores.

9 – Responder as perguntas dos fieis ao vivo no programa fala que eu te escuto

10 – Lavar a roupa

Claro que, conforme for alcançando as metas, acrescentarei novas, para não interromper o fluxo (porque cagar pelado também é o segredo da vida, aconselho!). Não vou revelar as novas metas ainda porque, como bem sabe, Brasil, sou um cara humilde, tímido, que fica no cantinho da casa segurando o mesmo copo de suco desde o início da visita, para não incomodar meus simpáticos anfitriões com novos pedidos, deixo uma prévia da próxima meta a ser acrescentada, a qual envolve sexo libertino entre em Luiz Carlos Datena e Carlos Roberto Massa a.k.a. Ratinho.

Para logo dentro em breve, novidades supimpas que elevarão as chamas da esperança acalorando nossos corações à leveis acima do sol (uau, Compositor, como você está poético, heim?). Sei que os mamilos de todos os leitores/traidores imaginários estão eriçados no momento, mas terão de esperar. Se não esperarem não dou a mínima, qualquer coisa estarei no fundo do copo ao lado do meu amigo, Brasil.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Nota: Desprendimento

Brasil, creio que notou minha ausência nas últimas semanas e sei que sentiu falta do Compositorzinho, mas você tem que compreender, estava ocupado me embebedando (Deus abençoe o Cynar), comendo risoles, me embebedando, usando drogas, me embebedando, assistindo shows caros, me embebedando e tomando inúmeros foras de mulheres variadas (não peguei ninguém). Rumando a maravilhosa degradação que expõe o verdadeiro sentido da vida (houve até uma comparação ao clássico filme farrapo humano, encarei como um elogio obviamente), acabei transcendendo em inovações, dores de cabeça, ressacas, vomitadas curiosas e histórias para contar nos botecos quando for velho (não serão descritas aqui, prometo!), tendo como óbvia consequência, involuntária confesso, o desprendimento da vida virtual. Citando palavras dos primórdios do blues 'Howlin Wolf': Eu sou o dono desse blog, ele não é meu dono. (Uau, quanta profundidade e maturidade alcançada nessas semanas pelo compositorzinho, heim, Brasil, uau, ficou todo molhadinho e com os mamilos eriçados que eu sei. Uh!). Mas... você abandonará o curso, Compositor? Não mostrará mais o caminho e as verdades ocultas dessa vida? Calma, Brasil, não entre em desespero ainda! Sempre que possível, o Compositor de Boleros dará o ar da graça, , pela noite paulistana visando sua comodidade o embaraçando. Porque, como todos devem saber, o importante é a prioridade, o resto é secundário.
Tenho que ressaltar (não podia deixar passar essa) um fato que muito me entristeceu em uma das semanas de ausência, o flagrante dos leitores imaginários comemorando meu silêncio. Sim, sim! Comemorando as escondidas em um salão de festas em cima da fototica Boa Vista na zona sul de São Paulo (realmente acharam que eu não descobriria? Sacaninhas!). Esse fato me deixou bastante frustrado, ocasionando a oportunidade perfeita para reflexão sobre o que realmente importa na minha pacata, rotineira e solitária vida, ou seja, a prioridade exposta na divagação acima, o Cynar. A conclusão disso? Eu vou beber.
Ah! Aos leitor imaginários, ou melhor, traidores imaginários, desejo todas as azeitonas do mundo. Quem acompanha a trágica e triste história do Compositor de Boleros sabe o tamanho desta ofensa. Vejo vocês no fundo do copo.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dica de filme - The Penetrator



The Penetrator – o penetrador do futuro

Para você que está sozinho(a) e ficará sozinho(a) o final de semana inteiro, todo ele, todinho, em casa amargando, esse filme animará todos os poros existentes em você. The Penetrator – O penetrador do futuro! Ele veio do futuro e anda pelado de pau duro pela cidade em busca de ação e aventura com quem estiver pela frente!
Com performances calientes em cenas de tirar o fôlego, o Penetrador vai fundo, adentrando abruptamente todos que cruzam o seu caminho. Se você acha DeNiro um bom ator, mudará sua opinião ao ver o The Penetrator em Ação “Com agilidade nos movimentos e estocadas firmes, The Penetrator arrombou meu coração nessa performance virulenta. Despertou uma certa inveja, tenho que admitir.” - Arnold Schwarzenegger ao comparar as interpretações entre o Penetrador e o Exterminador. Deixar de assistir essa versão arrebatadora não é uma atitude inteligente, além de perder um grande filme, deixará de aprender movimentos e posições até então inéditas “Penetrator teve grande influência em minha carreira, claro que o meu é maior, mas os movimentos, o gingado e as firmes estocadas serviram de escola para minhas interpretações” -Kid Bengala. Um filme que merece atenção e com certeza ocupará posição de destaque na estante onde costuma guarda sua coleção de DVD e VHS. Penetrator, se encontrá-lo em uma esquina e não estiver com lubrificante em mãos, sairá assado(a) e arrombado(a). The Penetrator – O penetrador do futuro, um grande filme. Menções honrosas a participação estonteante do lendário Ron Jeremy.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Defenestrador! Suicida ou gênio do marketing?

Especial: Semana dos tópicos mais ou menos, +ou-, =T, etc.

Eis uma questão bem elaborada, assim como pular da golden gate é uma boa idéia (eu sou um sobrevivente, mas 'pulem' está parte, não me processe, Brasil!), atirar tudo que tem em mãos pela janela arremete sentimentos primários dos humanozinhos como: Livrar-se de coisas que, instantaneamente, nos conduz a novos caminhos e, como resultado compramos tudo de novo e novo desta vez, porque se for usado, Brasil, perde automaticamente 40% do valor, com tino comercial e malemolência (adquirida em um boteco perto de você), é possível elevar a perda a 60%, em alguns casos até mais, isso depende do desespero de quem vende, essa parte conta muito também. Recapitulando, você ganhou um baita desconto em uma cafeteira após livrar-se daquele disco do Iron Maiden o atirando do 16º andar.
Reparem no efeito potencial de ambas as partes, defenestradores e defenestrados, leitores imaginários que estão graduando, defenestradores em época de internet, valem mais que cd em tempo de fita k7, ou mp3 player em tempo de gramofone, logo, o que está esperando, Brasil? Jogue tudo o que tem pela janela, jogue agora e torne-se automaticamente um gênio do marketing! Cabe uma nota de observação aqui, caso não tenha uma boa interpretação de texto, ou seja, leigos que tomam nota apenas para mostrar aos coleguinhas no recreio que estão na moda, podem ser o efeito da causa aqui exposta, sendo 'o' consumista obsessivo compulsivo defenestrado, jogando e comprando, comprando e jogando criando um ciclo resultante no fim das economias e, triste está parte, com o dinheiro que sua guarda em baixo do pinguim em cima da geladeira. Outra nota de observação, o suicida foi apenas para dar ibope.
Compositorzinho, seu amigo do bem que sempre diz a verdade, mostrou em breve discurso (o tempo tá curto, Brasil.) o potencial de mercado criado pelos defenestradores, salvando sua carreira atualmente decadente. Converta-se de subalterno insignificante a líder inigualável do marketing com as informações aqui obtidas (não precisa me agradecer, Brasil!). Use com sabedoria a lição de hoje, caso o segredo caia em mãos erradas... eu não dou a mínima.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Para onde vão minhas canetas?

Especial: Semana dos tópicos mais ou menos, -/+, =T, etc...

Como é dever de cada cidadão que, infelizmente, ou não, compõe essa nação, Brasil, todos (imagino eu) conhecem a história de vida do digníssimo Senor Abravanel, a.k.a Silvio Santos. Sua célebre frase “e o que eu faço com as minhas canetas” criou todo um universo paralelo que, pasmem leitores imaginários, condeno de roubar/surrupiar/sinistrar gradualmente todas as canetas existentes no planeta! Depois de abandonar uma promissora carreira de camelô para adentrar às mídias e tornar-se o maior comunicador do meu amigo Brasil, um estranho fenômeno assolou a realidade na qual supostamente existimos, o desaparecimento de canetas. Quem? Repito, quem? Quem nunca passou por tremendo carão ao perceber que perdeu uma caneta misteriosamente/inocentemente/involuntariamente em situações diversas? Que atire o primeiro risoles então... Não fui atingido, ou seja, encontrei a ponte que unifica a humanidade (espero que me enviem um prêmio nobel pelo correio, estou aguardando!). Frequentemente enfrento está situação, chego a questionar minha sanidade (logo o Compositor de Boleros, um ser de luz, simples, grandioso por sua humildade e vida pacata, de tão são é insano?), mas a verdade, como sempre foi mostrada neste blog, será revelada, assim espero. no banheiro, em frente ao espelho, comecei a meditar profundamente em 'om' a pergunta “para onde vão as minhas canetas?”, após semanas na mesma posição um raio entrou pela janela iluminando todo o ambiente no qual apenas eu estava presente revelando, para minha surpresa, a imagem de uma figura extremamente evoluída, realmente um level acima da humanidade. Sim, sim! Acima da humanidade! Nada mais nada menos que Juca Chaves! Descalço (pés horrorosos), com sua violinha estranha, andrajos e, atualmente candidato a deputado federal (acredita, Brasil?). Começou a cantar rimas que guiaram meus pensamentos até a dimensão na qual existem pacificamente entre si todas as canetas que, misteriosamente, desaparecem de nossas vidas. Um lugar realmente fascinante, com um busto, composto inteiramente por tampas mordidas, do nosso tão amado e tarado na fase atual Silvio Santos ao centro, a diversidade impera essa realidade brilhante. Perguntei ao guia espiritual da viagem, Juca Chaves, o porque, a razão, o sentido real daquela realidade magnífica. A resposta, leitores imaginários, não veio das rimas do nosso querido menestrel e candidato a deputado federal (acredita, Brasil?), ao expor as dúvidas que intrigam meu coraçãozinho a reação das canetas foi imediata, em marcha, escreveram grandiosos textos em diferentes idiomas e símbolos (alguns ainda desconhecidos pelo homem), foi árduo o esforço para compreender, após algumas horas encontrei uma língua conhecida e veio a mim (venha a mim, venha a mim) a informação tão preciosa... eu pude ler “Silvio Santos vêm aí”. Era tão simples, a frase esclareceu tudo em minha mente, finalmente compreendi, a realidade da qual pude desfrutar algumas horas em simpático passeio é fruto do desprezo do cidadão maior do meu amigo Brasil, Senor Abravanel, a.k.a. Silvio Santos. Deixando de lado suas vida de camelô e ao pronunciar a célebre pergunta “e minhas canetas?”, prontamente o universo conspirou e, após confabulo, fez-se a realidade paralela para qual toda, sem exceção, todas as canetas vão ao ficarem de saco cheio de seus respectivos donos. Elas aguardam pacientemente o grão mestre e criador da paralela realidade, SiSi (como o patrão é carinhosamente chamado pela extraordinária, bruta, trem que pula e eterna malandrinha Lívia Andrade), criando hinos de louvor em textos até suas tintas de esvaírem em folhas, paredes e no que mais for possível escrever. Apenas Juca Chaves sabe o segredo para acessar a realidade, caso queiram conhecer, entrem em contato com ele, tenho certeza que ele mostrará o caminho.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fluxograma

Para simplificar o processo de aprendizagem visando retorno satisfatório, Brasil, a todos os leitores imaginários que, sendo redundante, imagino que leiam e acompanham todas as aventuras do glorioso mentor do curso, Compositor de Boleros, passei o final de semana estudante, pesquisando, investigando indo fundo no Cynar e no risoles tentando encontrar o método perfeito de repassar conhecimento e experiência. Infelizmente, não consegui... Porque o único ser perfeito que tenho notícias é Ronnie Von, um cara supimpa, Brasil, rabo de foguete, um level acima da humanidade (sucesso também em Saturno segundo fontes confidênciais), como vocês, leitores imaginários, já devem saber. Caso não saibam não são dignos de existência e os condeno a passar todos os domingos da vida assistindo o programa Domingo Legal com Celso Portiolli.
Calma, calma, não dêem cabo de suas vidas ainda, encontrei uma maneira adequada! Sim, sim! Adequada! Para repassar um pouco do que está dentro de mim para vocês sem penetração, através de um fluxograma. Mas Compositorzinho, sou um inútil e não sei o que é um fluxograma. Calma, calma de novo, Brasil, eu explico. Um fluxograma nada mais é do que um diagrama, um método simplificado de repassar uma função/procedimento/processo através de setas e quadros explicativos, como abaixo:



Viu, viu, Brasil? Agora todos os leitores imaginários podem imprimir o fluxograma do Compositor de Boleros para pendurar na parede, colocar na carteira, fazer uma camiseta e consultar sempre que estiver em dúvida. Sua vida vai melhorar infinitamente agora, você será um ser iluminado, invejado no seu bairro e almejado por todas as mulheres e homens. Se não der certo, não dou a mínima.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Não vou sem meu balãozinho (capítulo 11)

Uma novela do Compositor de Boleros.



Anteriormente...

Bastos finalmente chega ao planeta imaginário B611 em seu patinete ultramegamasterblastermodificationdeluxeedition versão 2.0, antes do famosíssimo B612, porque Bastos é underground e não vai dar pala em um planeta mainstream, por isso resolveu criar uma afronta à sociedade parando um planeta antes do B612, o B611. Amigo Perneta continua tentando aprender a tocar violoncelo sozinho em uma cratera na lua, cumprindo a promessa feita a andorinha dourada que encontrou no Campo Limpo e não vai sair de lá até aprender, o ferro de passar roupa, destaque no capítulo 8 da novela, toma uma decisão importante, além de queimar o filme por aí.

Afoito, excitado e com sorriso de orelha a orelha, Bastos dá seus primeiros passos no planeta B611. A ventania bagunça seus cabelos resultando em uma ululante ereção espontânea, um sentimento diferente se apodera do coração do nosso herói “Cacete! Que tesão da porra! Será que tem puteiro nesse planeta de caipira do carái?”. Andando e resmungando, Bastos começou uma exploração minuciosa no planeta, ao dobrar uma esquina encontrou uma loja Jumbo Eletro, decidiu que era hora de inovar sua vida, entrou e trocou seu patinete ultramegamasterblastermodificationdeluxeedition versão 2.0 por uma caneta 4 cores extraordinária! “Ah! Agora sim, posso escrever o que quiser, anotar telefones, desenhar relógio no meu pulso, posso até pedir um autógrafo para o mestre Ronnie Von caso o encontre de novo (caso não lembrem leitores imaginários, o encontro aconteceu no capítulo 4, mas Bastardozinho estava sem caneta e só tinha papel pra cagar), meu Deus, quantas atividades, quantas atividades”, distraído e embasbacado com a nova aquisição, Bastos não prestava atenção por onde andava, acabou por tropeçar em um buraco torcendo o tornozelo, chegando ao chão bateu com a cabeça em uma pedra pontiaguda que furou seu crânio causando sua morte instantaneamente. Uma criança que assistia a tudo comendo uma porção de toucinho, pegou a caneta da mão do Bastardo e ainda debochou “Trouxa”.
...
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(imaginem uma alma saindo do corpo, atravessando dimensões e lembranças guardadas no subconsciente projetando imagens, algumas nítidas e outras disformes, da vida que nosso herói teve até então. Vou colocar mais pontinhos para você imaginar mais, Brasil).
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De repente Bastos se vira blasfemando injúrias, pensando que ainda estava caindo, mas na verdade ele estava parado em uma lugar estranho, vazio, não tinha nada, nada! Tudo era muito branco, limpo. Subitamente, Bastos enfia a mão no bolso em busca da sua maravilhosa caneta que conseguiu no Jumbo Eletro para pixar tudo, não encontrou, acho estranho, muito estranho, ele nem tinha cheirado cola nem nada, neste exato momento uma imagem surge em sua frente. Bastos “Ih! Carái, olha eu lá na TV, arrebenta bonitão!”. A imagem transmitia os últimos momentos de sua vida, a glória alcançada com caneta de quatro cores até a patética morte tropeçando no buraco, além claro, da menininha que roubou sua caneta e ainda o chamou de trouxa. Bastos “Que vaca filha da puta, roubou minha caneta! Vingança, vingança, foda-se eu ter morrido, não admito roubarem minha caneta! Vou juntar uns caras e socar ela, essa vaca do carái aí”. A imagem desaparece e o lugar volta a ficar vazio, tudo branco, muito limpo. Bastos “Puta lugar chato da porra ó filhão, vou dar um rólis vai que acho um puteiro”. Andando, andando, andando e andando, Bastos encontrou um velho sentando em um banco, cabelo grisalho, paletó marrom, calça jeans, sapatênis e jornal em mãos, o velho lia pacientemente as notícias, nem se deu conta que estava sendo analisado por trás. Bastos “Ó um fita ali, vou trocar um proceder, será que é Deus? Ê Jão, ô tiozão, suave aí, tu é Deus na parada, man?”. O velho calmamente dobra o jornal e o coloca de lado no banco, vira-se e diz...

Antes disso, vamos dar uma olhada no Amigo Perneta:

Dentro de uma cratera na lua sai um som horroroso que arrepia de medo até os pelos do períneo (região entre o saco escrotal e o orifício anal. Nota do compozitorzinho), fazendo com que os habitantes invisíveis da lua se mudem para plutão. Houve reclamação formal no setor responsável, abaixo assinados e passeatas, mesmo assim não foi possível impedir o Amigo Perneta, ele não via os habitantes invisíveis (pois todos eram invisíveis). Bom... nada acontece aqui, o cara tá compenetrado e obstinado a aprender a bagaça, deixa ele treinando aí, quando algo realmente interessante acontecer voltaremos para verificar.

O velho tinha dobrado e colocado de lado o jornal, virou-se e disse “Infelizmente, não sou Deus, mas meu chefe tá quase lá”. Bastos reconheceu o rosto de imediato, caiu de joelhos e começou a chorar desesperadamente, soluçando disse “Caramba, não acredito no que vendo, não acredito, cacete, não acredito! Você... é você mesmo? É você, Carlos Alberto de Nobrega?”

Meu Deus, que capítulo alucinante este, Brasil! Bastos morreu e encontrou o Carlos Alberto de Nobrega no Além, Amigo Perneta espantou todos os habitantes invisíveis da lua e ainda está longe de cumprir a promessa feita a andorinha dourada que encontrou no Campo Limpo, o Ferro de Passar Roupa, que iria tomar uma decisão importante nem apareceu, e o balãozinho? Qual será o desfecho da novela mais ação e aventura da sua internet, Brasil? Não ousem perder o próximo capítulo de 'Não vou sem meu balãozinho'. Uma novela do Compositor de Boleros.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ejaculando você

Breve ensaio do Compositor de Boleros sobre o efeito de uma ejaculada na sociedade.



Puritanos condenam a expressão, a palavra, o sentido, tudo em relação ao simples ato do título proposto para este pequeno ensaio sobre a vida (Compositor de Boleros também é filosofia). levando os prós e contras pelo lado pejorativo, o que na minha opinião, Brasil, é um erro grave já que todos fomos ejaculados!
Tá certo, tudo bem, concordo que, inconscientemente, muitas vidas são literalmente jogadas no ralo do banheiro, limpas em papel higiênico, lenço umedecido (para finos), meias, toalhas e em alguns casos no lençol em que dorme e cuecas (como confessado em noites ébrias por seres raros). Subentende-se que 98% da população mundial masculina (extra-terrestres me perdoem, não tive tempo de ir a outros planetas coletar informações, mal ae!), voltando para aumentar o clima de pressão gerando sentimento de culpa ainda maior: 98% da população mundial masculina é formada exclusivamente por assassinos! Assassinos! Assassinos! A quantidade exorbitante de não nascidos, ignorada diariamente por vocês, leitores imaginários, supera de longe a população de formigas e corintianos (obs: nome dado a seguidores de um 'time' em específico, formado por pessoas que fogem da realidade se amontoando em estádios para gritar injúrias ofendendo outras pessoas, e/ou adversários. Corintianos fazem parte de um clã inferior denominado 'torcida de futebol', esporte praticado por milionários e adorado pela plebe, em breve texto detalhado sobre o assunto, você merece, Brasil). O descaso iminente gera a cada dia milhares de mortes de não nascidos, que poderiam ser pessoas e não tiveram a oportunidade de se desenvolver. Imaginem seus milhões de filhos balançando em seus sacos para lá e para cá, todos ansiosos pela 'corrida', com espírito de competitividade aflorando seus corpos inexistentes para 'pimba' serem jogados fora... todos mortos, sem chances de defesa... triste, não? Por outro lado (há sempre um outro lado, incrível, uau!), há o problema da superpopulação que povoa o seu saco escrotal aumentando gradualmente, causando inchaço e incomodo, sendo necessária a evasão através de ato libidinoso ocasionando o ritual exposto aqui mesmo neste texto, leitores imaginários, do papel higiênico, lenço umedecido e etc, lembra? O acumulo exagerado é preocupante, o excesso de esperma em seu saco pode causar uma explosão de efeito catastrófico para você, Brasil, que não mais existirá e para as pessoas ao seu redor, previna-se! Também pode ser usado como mecanismo de defesa contra aquela espécie imponente que senta na carteira ao lado no colégio, que gosta de se vangloriar de feitos, além de exibir insígnias e adornos que os pais ou parentes o presentearam por ser superior. A solução é simples, apenas o lembre “hei, você também foi ejaculado!” a frase surtirá efeito imediato e a seguinte reflexão “foi tudo em vão”.
Como puderam ver, leitores imaginários, a muito por trás de uma simples ejaculada como assassinato, vida, prevenção, inchaço, explosão, torcida de futebol e filosofia. Na próxima semana, se estiver disposto e meu empreguinho permitir, notas e curiosidades sobre o sexo em lugares que não deveriam ser feitos, mas todos fazem porque é sexo e sexo só é sujo quando é muito bem feito! (frase roubada de um cineasta, pesquisem, se não quiserem pesquisar continuem ignorantes, não dou a mínima). Nos vemos no fundo do copo.